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Adenomiose: diagnóstico e tratamento

O sistema reprodutor feminino é formado, principalmente, por útero, ovários, tubas uterinas e vagina. O útero fica no centro do sistema, ligado a cada um dos outros órgãos: tem as tubas uterinas (ou trompas de Falópio) ligadas a ele em sua parte superior e encontra-se com a vagina na parte inferior. No corpo da mulher, ele fica na região pélvica, localizado entre a bexiga urinária e o reto, sobre a vagina.

É constituído por três camadas: o endométrio, o miométrio e o perimétrio. O endométrio é a camada interna do útero; o miométrio é a camada intermediária muscular; e o perimétrio é a camada mais externa, também chamada serosa. Entre o endométrio e o miométrio há o que chamamos de zona juncional, que divide as camadas e é a parte mais interna do miométrio.

Quando células endometriais, portanto do endométrio, se infiltram no miométrio, camada muscular, geralmente por rompimento da zona juncional, temos a adenomiose.

Leia os principais detalhes sobre essa doença, seus sintomas e os tipos de tratamentos adequados.

O que é a adenomiose?

A adenomiose consiste em uma doença na qual fragmentos do endométrio se encontram na parede muscular do útero. São pequenas partes do endométrio espalhadas pelo miométrio, que formam nódulos denominados adenomiomas. Ela pode ser focal/local ou difusa.

Essa invaginação endometrial na musculatura uterina aumenta o volume do órgão e pode causar dor pélvica e sangramento. No geral, atinge mulheres entre 40 e 50 anos que já tenham tido filhos, mas também pode ser encontrada em mulheres mais jovens em idade reprodutiva.

Quando esses fragmentos de tecido endometrial e glândulas se localizam em uma região mais restrita do miométrio, a adenomiose é chamada focal ou local. Quando esses fragmentos e glândulas se encontram em diversas partes do miométrio, a adenomiose é chamada difusa.

Não se sabe ao certo as causas de adenomiose, mas uma das principais suspeitas são traumas nas camadas internas do útero, sendo elas espontâneas ou provocadas por cirurgias uterinas.

Sintomas da adenomiose

Devido à presença do endométrio no miométrio, o processo inflamatório pode causar dores durante a menstruação (dismenorreia), aumento do fluxo menstrual e do período, aumento do útero e anemia devido ao sangramento.

Pode causar ainda infertilidade, embora ainda não haja evidências científicas suficientes para comprovar essa relação, e também pode reduzir as chances de sucesso de técnicas de reprodução assistida.

Os sintomas aparecem comumente alguns anos depois do parto e costumam reduzir ou desaparecer após a menopausa.

Aos primeiros sintomas, procure um ginecologista para que seja feito o diagnóstico correto, assim como a indicação do tratamento ideal. O médico solicitará exames para identificar a adenomiose e avaliar as condições do útero, geralmente a ressonância magnética da pelve e a ultrassonografia transvaginal.

Como diagnosticar a adenomiose?

O diagnóstico é baseado em sintomas relatados pela paciente e nos resultados dos exames solicitados. Alguns sinais que podem ser fundamentais no diagnóstico da doença são e podem ser encontrados nos exames:

  • aumento do útero sem nódulos;
  • assimetria entre as camadas uterinas;
  • formato globoso;
  • estrias no endométrio, entre outros.

Um dos sinais mais específicos é o cisto miometrial, porém só é encontrado em aproximadamente 50% dos casos.

Os sintomas aliados a esses exames permitirão a descoberta da doença e a opção pelo tratamento mais adequado a cada situação.

Tratamentos para adenomiose

O tratamento depende das características e gravidade da doença. Em casos em que a mulher deseja ter filhos, tentamos não indicar a cirurgia radical, histerectomia, pois ela consiste na retirada total do útero, impossibilitando uma futura gravidez. Ainda assim, precisamos avaliar cada caso individualmente.

Essa cirurgia é indicada para mulheres que não desejam engravidar e em casos que outras técnicas não tenham resolvido o problema.

Há outras técnicas cirúrgicas que podem ser indicadas para remoção de parte do tecido em excesso e essa possibilidade também deve ser estudada individualmente.

Existe também a possibilidade de realizar o tratamento com medicamentos. É possível controlar os sintomas da doença com anti-inflamatórios e o equilíbrio hormonal durante o ciclo menstrual com anticoncepcionais.

Em casos de infertilidade, o casal precisa passar por uma avaliação detalhada. Dependendo do caso, podem ser indicadas técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV).

Se o casal estiver em um ciclo de FIV e a doença for identificada, bloqueamos os hormônios femininos por 2 a 3 meses antes de fazer a transferência embrionária. Com isso, diminuímos os efeitos inflamatórios do útero que podem interferir nos resultados. Durante esse período, os embriões ficam congelados.

É muito importante procurar um médico quando identificar os primeiros sintomas para que o diagnóstico seja realizado o mais rápido possível. Quanto antes a adenomiose for tratada, melhor.

Se está buscando mais informações, leia o artigo sobre a adenomiose, seus sintomas e tratamentos aqui no site.

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Endometrite e reprodução assistida
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