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Indução da ovulação em técnicas de reprodução assistida

Indução da ovulação em técnicas de reprodução assistida

A indução da ovulação é um procedimento utilizado em diversas técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV), a inseminação intrauterina (IIU) e, em alguns casos, a relação sexual programada (RSP), para aumentar o número de óvulos produzidos e, consequentemente, as taxas de sucesso do tratamento.

No entanto, cada técnica de reprodução assistida utiliza um protocolo diferente de estimulação ovariana e indução da ovulação. Isso significa que os processos realizados e a medicação utilizada diferem de acordo com o objetivo do tratamento.

Quer entender melhor? Aproveite o conteúdo que preparei para você.

Como é feita a indução da ovulação?

A indução da ovulação é feita em duas etapas: a primeira é feita com medicações que estimulam o crescimento de um número maior de folículos (essa etapa é acompanhada por ultrassonografias em série para identificar o momento ideal de romper os folículos); e a segunda é realizada com medicamentos que provocam o rompimento dos folículos para que os óvulos possam ser capturados durante a punção folicular.

O tratamento habitualmente é iniciado entre o primeiro e o terceiro dia do ciclo menstrual, e o primeiro passo é realizar uma ultrassonografia transvaginal. Após a verificação de que os ovários e o útero estão em perfeitas condições, dou início ao tratamento com os medicamentos.

O objetivo da medicação é aumentar os níveis do hormônio folículo-estimulante (FSH), que é o hormônio que estimula o crescimento e amadurecimento dos folículos. A dosagem é definida pelo médico, de acordo com a quantidade de óvulos que se pretende ter ao fim da indução, que varia conforme o tratamento a ser realizado.

Enquanto toma o medicamento, a mulher precisa realizar outras ultrassonografias para acompanhar o crescimento dos folículos. Geralmente realizam-se três exames entre o sexto e o décimo dia de estímulo.

Em casos de indução de ovulação para a FIV, quando os folículos atingem cerca de 12 a 14 mm de diâmetro, prescrevo uma medicação para evitar que a ovulação aconteça precocemente.

Quando os folículos atingem cerca de 18 mm de diâmetro, a paciente começa a tomar outro medicamento, com o objetivo de aumentar o hormônio luteinizante (LH), que promove o amadurecimento final dos óvulos e a ovulação em si, que ocorre cerca de 36 horas depois.

Em cada uma das técnicas de reprodução assistida esse procedimento é feito de uma forma diferente, de acordo com o objetivo de cada um.

Quais são os diferentes procedimentos?

Independentemente da técnica de reprodução assistida realizada, o procedimento da indução de ovulação acontece da mesma maneira. O que pode variar entre elas é a medicação utilizada e a dosagem indicada para cada paciente.

Em um ciclo ovulatório normal, a mulher produz apenas um óvulo. Quando se faz a indução da ovulação para a realização de uma técnica de reprodução assistida, o objetivo é produzir um número maior de folículos — o que também vai variar de acordo com a técnica.

Caso a mulher esteja se preparando para uma relação sexual programada (RSP) ou para uma inseminação intrauterina (IIU), o objetivo é produzir entre 1 e 3 folículos por ciclo. Caso a paciente vá realizar uma FIV, congelamento embrionário ou criopreservação de óvulos, é necessário produzir um número maior, mas isso também depende do organismo feminino. Cada mulher responde de uma forma diferente à estimulação ovariana.

A estimulação ovariana e a indução da ovulação oferecem riscos?

A estimulação ovariana e indução da ovulação são procedimentos de baixa complexidade que não provocam riscos caso tenham orientação médica. Em casos raros, o tratamento pode desencadear a síndrome da hiperestimulação ovariana (SHO). A SHO acontece quando o organismo permanece estimulado após o fim do tratamento com as medicações. Esse problema pode provocar sintomas, como dores abdominais, distensão abdominal e aumento de peso.

Em junho de 2018, fui dar uma aula muito interessante no Congresso de Ginecologia e Obstetrícia em Cuiabá, mostrando que com os novos conhecimentos que temos sobre a indução da ovulação os casos de SHO graves praticamente desapareceram.

Caso a estimulação produza mais que um óvulo na RSP ou na IIU ou sejam transferidos mais do que um embrião no ciclo de FIV, prática comum para aumentar as chances do tratamento, pode ocorrer a gestação múltipla.

Quando realizada com a orientação de um médico especialista, os riscos da indução da ovulação são mínimos, enquanto as chances de sucesso dos procedimentos de reprodução assistida são potencializadas.

Por isso, sempre procure um médico para avaliar o seu caso.

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