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Comunicado • COVID-19

Sua segurança é fundamental

Acompanhando a evolução das medidas preventivas necessárias para combatermos o alastramento do COVID-19, também em linha com as recomendações das autoridades sanitárias, da ANS (Agência Nacional de Saúde), da Organização Mundial de Saúde (OMS) e das sociedades médicas, em especial da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) e da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE), e da SBRH (Sociedade Brasileira de Reprodução Humana), vislumbramos o seguinte cenário:

1) No momento não existem evidências dos riscos do COVID-19 para as grávidas e os fetos, seus embriões, para os óvulos ou espermatozoides; no entanto, ainda não temos comprovações da ausência de riscos;

2) Entendemos que, neste momento, nossa atitude e zelo pela saúde humana vai além dos tratamentos da medicina reprodutiva. Consideramos que atitudes drásticas, mesmo que afetem a individualidade, devem ser tomadas para o bem comum.

3) A possibilidade de reduzir a velocidade com que o vírus se alastra está em nossas mãos. Seguir exatamente o que é orientado pelas autoridades de saúde é nosso dever como cidadãos.

4) Além dos cuidados com a saúde e higiene, o distanciamento social hoje se faz necessário como uma medida importante de prevenção.

Com isso, entendendo a seriedade da situação em nossa sociedade e zelando sempre pelo bem-estar e saúde de nossos colaboradores e pacientes e da sociedade como um todo, cancelaremos todos os tratamentos de reprodução assistida que se iniciariam nos próximos dias.

Conforme orientação das Sociedades Médicas, aos tratamentos de reprodução assistida já em andamento daremos continuidade, postergando apenas o momento da transferência por meio do congelamento de óvulos e embriões.

Nos casos de pacientes que precisarem de acompanhamento médico, mas que não estiverem em tratamento de reprodução assistida, faremos o acompanhamento e daremos todo o suporte necessário por meios digitais disponibilizados por nós e nos prepararemos JUNTOS para, assim que possível, reiniciarmos com força total!!!

Para aquelas que desejam iniciar o tratamento, recomendamos que aguardem o período de distanciamento social.

Pelo bem maior, sejamos todos responsáveis!

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Como calcular o período fértil

O ciclo menstrual pode ser regular ou irregular. O conceito de ser regular não quer dizer que a menstruação tem que ocorrer sempre no mesmo dia do mês. O intervalo entre as menstruações pode variar entre 26 e 34 dias e esse intervalo é considerado normal. Um ciclo menstrual regular é aquele no qual a maior parte dos meses a mulher menstrua com o mesmo intervalo entre uma menstruação e a seguinte. Algumas mulheres terão ciclos menstruais regulares com intervalo de 28 dias, outras terão ciclos regulares com intervalo de 30 dias e assim por diante.

Para entender melhor o período fértil e a data da ovulação e como calculá-los, é importante conhecer o ciclo menstrual e os sintomas do período fértil.

O ciclo menstrual e o período fértil

Mensalmente, o corpo feminino passa por um processo de preparação para e fecundação do óvulo e consequente gestação. Esse processo, chamado ciclo menstrual, é regulado por hormônios, que agem no corpo para criar as condições necessárias à concepção. Quando a gravidez não ocorre, a mulher menstrua e reinicia outro mês de preparação para nova gestação.

De maneira resumida, 3 locais do corpo humano regulam todo esse processo do ciclo menstrual:

  1. Hipotálamo-Hipófise: um conjunto de células da base do cérebro (hipotálamo) secreta um hormônio (GnRH – hormônio regulador das gonadotrofinas) que, circulando por pequenos vasos sanguíneos, atinge a glândula chamada hipófise, que fica logo abaixo do hipotálamo. Essa glândula libera vários tipos de hormônios que regulam várias funções do nosso organismo. Do ponto de vista reprodutivo, é importante citar a produção de FSH (hormônio folículo-estimulante) e de LH (hormônio luteinizante). Esses hormônios caem na corrente sanguínea e atingem os ovários para estimular a ovulação.
  2. Ovários: órgãos localizados no interior da pelve feminina, um do lado direito e outro do lado esquerdo do útero (comunicam-se com o útero por ligamentos, vasos sanguíneos e pelas tubas uterinas ou trompas de Falópio, onde os espermatozoides, depois de depositados na vagina durante a relação sexual e ultrapassarem o colo uterino e corpo uterino, podem se encontrar com o óvulo e formar o embrião). Dentro dos ovários existem os folículos (pequenas bolsinhas que contêm células que produzem hormônios e os óvulos). Os hormônios FSH e LH estimulam as células desses folículos a produzir hormônios (estradiol e progesterona) e a ovulação de um único óvulo no dia da ovulação. O estradiol e a progesterona caem na circulação sanguínea e atuam no útero para preparar o endométrio para receber o embrião.
  3. Útero (endométrio): os hormônios produzidos pelos ovários atuam diretamente no endométrio, deixando-o adequadamente preparado para receber o embrião que se formou no interior das tubas uterinas.

O ciclo menstrual tem quatro fases: 1. A menstruação; 2. A folicular; 3. A ovulatória; 4. A lútea.

  1. O ciclo menstrual começa no primeiro dia da menstruação, que dura, em média, de três a sete dias. A menstruação é o fluxo de sangue e de pequenos fragmentos que se soltam da mucosa uterina (endométrio) do ciclo anterior para serem eliminados quando não há a fecundação do óvulo pelo espermatozoide.
  2. Na segunda fase do ciclo, a folicular, ocorre o desenvolvimento dos folículos, cada um contendo um óvulo. Nessa fase, o GnRH do hipotálamo manda sinais para a hipófise, que produz o FSH e o LH, que estimulam os folículos ovarianos a crescer. Com o crescimento desses folículos, há a liberação de estradiol, que vai preparando o útero para receber o embrião após o óvulo ter sido fecundado. Naturalmente a produção de FSH e LH proporciona a ovulação de um único folículo (um só óvulo); quando estimulamos a ovulação com medicações, pode ocorrer o crescimento de mais folículos, ou seja, uma hiper-ovulação.
  3. A fase seguinte é a da ovulação. Os níveis de estrogênio aumentam ainda mais para que seja secretado o hormônio luteinizante (LH), o qual, por sua vez, provoca o rompimento do folículo, liberando o óvulo. A ovulação marca o período fértil, que ocorre normalmente 14 dias depois do início do ciclo, caso seja regular com duração de 28 dias.
  4. A última fase do ciclo é a chamada lútea, quando o folículo, já sem o óvulo, produz progesterona para dar continuidade à preparação do corpo para a gravidez, pois prepara o endométrio para receber o embrião. Essa fase é a que tem duração mais “fixa” entre todas as mulheres e dura aproximadamente 14 dias.

Caso a gravidez ocorra, o óvulo fecundado migra para o útero e se fixa na parede interna. Caso a gravidez não ocorra, todo esse material é eliminado na menstruação, e assim se reinicia o ciclo.

O período fértil

Em ciclos menstruais regulares, a regra geral é a seguinte: devemos estimar qual será a próxima menstruação, pensando em qual é o intervalo menstrual habitual. Devemos então subtrair 14 dias dessa data em que ocorrerá a menstruação, e esse será o dia da provável ovulação. Subtraímos sempre 14, pois habitualmente a fase lútea tem duração fixa de 14 dias e o que varia é a fase folicular. Por exemplo, se uma mulher tem um intervalo habitual de 29 dias e menstruou no dia 01 de setembro. Provavelmente a próxima menstruação será no dia 30 de setembro. Tirando 14 dias do dia 30 de setembro, chegamos ao dia 16 de setembro e essa é a provável data da ovulação.

Quando o ciclo menstrual é regular e dura cerca de 28 dias, o período fértil ocorre no 14o dia.

Sabendo a provável data da ovulação, o casal deverá ter relações sexuais ao menos a cada dois dias, iniciando 4 dias antes da provável ovulação, mantendo até aproximadamente 4 dias depois da provável ovulação. Dessa maneira, se houver alguma variação na data da ovulação daquele mês, ainda assim haverá chances de engravidar naturalmente.

Quando o ciclo menstrual é irregular, é praticamente impossível saber o momento da ovulação. Por essa razão, esse método não deve ser utilizado nem por casais que estejam buscando a gravidez nem por casais que queiram evitá-la.

Nesses casos, ou mesmo naquelas mulheres que têm ciclos menstruais regulares e querem ter mais “certeza” do momento da ovulação, há outras formas de identificar o período fértil.

A primeira forma é ficar atento aos sinais do corpo. Normalmente, no período fértil, a mulher sente dores leves na região da pelve, há um aumento da secreção vaginal e a libido fica mais intensa. A presença de conteúdo vaginal transparente com aspecto de “clara de ovo” inicia-se alguns dias antes do momento da ovulação.

Uma outra maneira e mais certeira é o teste urinário de ovulação que pode ser feito em casa. Ele é vendido em farmácias e é simples de ser aplicado. A mulher deve iniciar os testes aproximadamente de 8 a 10 dias depois da menstruação. Quando o teste positivar, o próximo dia é o dia mais provável da ovulação.

Alguns aplicativos são bem interessantes e ajudam as mulheres a registrar seus ciclos menstruais, fazendo automaticamente o cálculo do período fértil.

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