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Pólipo endometrial: saiba mais sobre o tratamento

O pólipo endometrial está entre as condições que podem tornar um casal infértil. Essa doença é caracterizada por formações nodulares que se projetam do endométrio, camada interna do útero. As projeções podem ser pequenas ou grandes, sésseis (fixas no tecido) ou pediculadas (sustentadas por uma haste), assim como podem aparecer sozinhas ou em multiplicidade.

Conforme o desenvolvimento da doença, os pólipos chegam a ocupar a cavidade uterina e interferir no processo reprodutivo. Nesses casos, a paciente que deseja engravidar deve procurar ajuda especializada para diagnosticar o quadro e conhecer suas possibilidades de tratamento.

Para saber mais sobre os pólipos endometriais e entender como eles afetam a fertilidade da mulher e de que forma o tratamento adequado pode ajudar, acompanhe este post!

Causas e sintomas do pólipo

Os pólipos se desenvolvem principalmente em consequência de alterações hormonais, mas também podem estar associados a componentes genéticos e lesões na camada endometrial. A exposição a níveis elevados de estrogênio por tempo prolongado é um dos principais fatores que predispõe a doença.

Outros fatores de risco incluem:

  • idade, sendo mais comum na perimenopausa (acima dos 40 anos);
  • distúrbios metabólicos;
  • obesidade;
  • diabetes e hipertensão.

Comumente, os pólipos endometriais são assintomáticos, o que retarda a busca por diagnóstico e tratamento. O principal sintoma é o sangramento uterino anormal (SUA), caracterizado por fluxo menstrual abundante e por período prolongado, além de sangramento intermenstrual.

A dificuldade para engravidar é outro indício de um quadro de pólipos. A infertilidade, nesses casos, pode estar relacionada tanto ao risco aumentado de abortamento precoce quanto às falhas de implantação do embrião — problemas que ocorrem devido à distorção da cavidade uterina.

Importante dizer que, na maioria dos casos, os pólipos endometriais são formações benignas. Contudo, existe um baixo risco de malignidade que não deve ser ignorado, o que reforça a importância da intervenção diagnóstica e terapêutica.

Métodos de diagnóstico e tratamento de pólipo

Diversos exames são úteis na investigação dos pólipos uterinos, como a ultrassonografia transvaginal, a histerossonografia e a histeroscopia. Entretanto, a avaliação por imagem não pode diferenciar estruturas benignas e malignas e a complementação diagnóstica é feita a partir da coleta do tecido endometrial para análise histopatológica.

Dentre as técnicas de avaliação por imagem, a ultrassonografia normalmente é a primeira a ser realizada. Quando há incerteza quanto aos achados do exame, pode-se obter resultados mais esclarecedores com a histerossonografia — método de ultrassom que utiliza contraste para melhorar a visibilização da área intrauterina.

Por sua vez, a histeroscopia se mantém como recurso padrão-ouro na investigação de afecções do útero. Com essa técnica, é possível observar diretamente a cavidade uterina, a partir da introdução de um instrumento com microcâmera acoplada. Assim, além de localizar e avaliar os pólipos, o procedimento permite a coleta de amostras celulares para análise laboratorial.

Outra vantagem da histeroscopia diagnóstica, ou ambulatorial, é a possibilidade de excisar os pólipos de menor dimensão. Dessa forma, a avaliação e o tratamento são feitos em um só procedimento. Já os casos de nódulos maiores necessitam de intervenção em ambiente cirúrgico.

Recomenda-se à paciente que os exames diagnósticos sejam realizados no início do ciclo menstrual, logo após o período de menstruação. Nessa fase, conhecida como folicular, o tecido endometrial se encontra menos espesso, o que facilita a identificação de irregularidades.

O tratamento dos pólipos é principalmente cirúrgico. Em alguns casos, existe a possibilidade de adotar uma conduta expectante ou intervir com medicamentos hormonais. Para tanto, avalia-se: presença de sintomas, intenção de gravidez, tamanho dos pólipos e fatores de risco para doença maligna.

A maioria das pacientes, sobretudo aquelas que desejam engravidar, é indicada à excisão dos pólipos endometriais. A polipectomia por histeroscopia cirúrgica é eleita a técnica mais eficiente para esses casos.

Reprodução assistida para pacientes com pólipos endometriais

A infertilidade feminina pode estar relacionada a fatores uterinos, tubários, hormonais ou outros. Os problemas uterinos abrangem uma vasta quantidade de doenças, como os pólipos, miomas, sinequias, adenomiose e endometriose — esta última se desenvolve a partir do endométrio, mas também acomete outras partes da região pélvica.

Cada um desses casos é minuciosamente investigado na reprodução assistida, visto que também podem existir outros fatores de infertilidade associados, feminina ou masculina. Assim, somente uma avaliação ampla do casal é capaz de explicar as causas da dificuldade de concepção.

Para pacientes com infertilidade por fator uterino, o tratamento de reprodução é realizado com a fertilização in vitro (FIV). A técnica é especialmente indicada no caso de mulheres com pólipos em razão da idade, uma vez que a doença é mais comum após os 40 anos — fase em que as chances de gravidez natural são quase nulas.

A FIV eleva significativamente as chances de gestação para casais inférteis, mas o objetivo não é tratar as patologias que levam à infertilidade. A técnica permite controlar as etapas do processo reprodutivo, desde a ovulação até a transferência dos embriões formados para o útero da paciente. Portanto, o ideal é que o tratamento cirúrgico seja feito antes.

Assim, a remoção dos pólipos endometriais ajuda a restaurar as características do endométrio, contribuindo para um ambiente uterino mais receptivo. Diante disso, o embrião tem mais chances de se implantar na parede do útero para iniciar uma gestação.

Aproveite sua visita e informe-se também sobre outras condições que provocam infertilidade feminina!

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