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Anticoncepcional pode causar infertilidade?

Uma pergunta que muitas mulheres se fazem é se o anticoncepcional não pode causar infertilidade permanente. Este texto buscar mostrar se há ou não relação entre o uso da pílula anticoncepcional com a infertilidade.

Existem diversos métodos contraceptivos hormonais e não hormonais. Entre os mais conhecidos e que são distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde estão: pílula oral, anticoncepcional injetável, dispositivo intrauterino (DIU), diafragma, anel vaginal, minipílula, pílula anticoncepcional de emergência e preservativos feminino e masculino.

E ainda existem métodos definitivos: a laqueadura (ligadura das tubas uterinas) para as mulheres e a vasectomia (ligadura dos canais deferentes) para os homens.

Entre eles, a pílula anticoncepcional é a mais presente na vida das mulheres brasileiras. Com o desenvolvimento da indústria farmacêutica, elas estão mais seguras e provocam menos efeitos colaterais. Porém, existem algumas dúvidas sobre as suas consequências a longo prazo.

Será mito ou verdade que o anticoncepcional consegue interferir na fertilidade das mulheres? Antes de respondermos essa pergunta, precisamos entender o que são os anticoncepcionais orais e a sua relação com a infertilidade.

O que são anticoncepcionais orais?

A pílula anticoncepcional oral é o método mais utilizado no Brasil. Entre os seus principais fatores de sucesso estão a facilidade de acesso, a praticidade e a eficácia (quando tomada corretamente, a taxa de eficácia é de 99,7%).

Ela é dividida em 2 tipos: os compostos por estrogênio e progesterona ou apenas por progesterona. Algumas versões são de 21 comprimidos com uma pausa de 7 dias para o ciclo menstrual. Outras contêm 28 pílulas para uso contínuo, sem dias de folga entre as cartelas e com a suspensão da menstruação.

A ação do anticoncepcional oral imita o que ocorre em um ciclo menstrual regular quando a mulher engravida. Após a fecundação, o corpo humano naturalmente impede uma nova ovulação.

O uso da pílula diariamente mantém os níveis dos hormônios estrogênio e progesterona constantes, como acontece durante a gravidez. Eles são responsáveis pela produção de LH e FSH, hormônios essenciais na ovulação. Assim, o principal mecanismo da pílula é evitar a ovulação.

Além de impedir a ovulação, o anticoncepcional oral dificulta a gravidez de outras formas. Ele impede a dilatação do colo do útero para bloquear a passagem do espermatozoide e altera as condições do útero para evitar que ele esteja em condições para a gravidez.

Para quem eles são indicados?

Os anticoncepcionais orais são indicados para:

  • prevenir a gravidez;
  • regular o ciclo menstrual;
  • reduzir a TPM;
  • reduzir as cólicas menstruais;
  • reduzir a ocorrência de cistos ovarianos;
  • diminuir as chances de câncer endometrial e ovariano.

Escolher o método anticoncepcional e fazer um acompanhamento a longo prazo com um ginecologista é essencial. A falta de conhecimento sobre como ele funciona e os possíveis efeitos colaterais faz com que muitas mulheres usem medicamentos sem prescrição médica e abandonem o método, colocando a saúde em risco.

Atualmente, os anticoncepcionais orais estão mais modernos e têm uma concentração menor de hormônios sem alterar a sua eficácia. Ainda assim, algumas mulheres sentem efeitos colaterais, como dor de cabeça, náuseas, aumento de peso e diminuição da libido. Se os sintomas persistirem por mais de três meses, a mulher deve ir a um ginecologista para avaliar a possibilidade de trocar de método contraceptivo.

O que é infertilidade?

A infertilidade é definida como a incapacidade de conseguir uma gravidez após um ano de tentativas, sendo considerada um problema de saúde pública. Por muito tempo, caiu sobre a mulher a responsabilidade de engravidar, porém isso mudou.

Segundo estudos, 30% dos casos de infertilidade são derivados de fatores femininos, 30% de fatores masculinos, 30% de ambos e, nos 10% restantes, o diagnóstico é inconclusivo (condição chamada de infertilidade sem causa aparente – ISCA).

O casal deve procurar uma clínica especializada quando não conseguir engravidar após 1 ano de tentativas sem o uso de métodos anticoncepcionais. Se a mulher tiver mais de 35 anos, esse período diminui para 6 meses, pois a fertilidade feminina diminui com o tempo.

Além da idade avançada, os principais fatores relacionados à infertilidade feminina são distúrbios hormonais e ovulatórios, infecções genitais e alterações nas tubas uterinas e no útero.

Afinal, anticoncepcional pode causar infertilidade?

Não. Seja qual for o tipo de anticoncepcional utilizado e a duração do tratamento, quando a mulher parar de usá-lo, ela voltará a ovular. Ou seja, poderá engravidar.

Segundo um estudo, não há evidências de que o uso de pílulas anticoncepcionais a curto ou a longo prazo afetem a fertilidade das mulheres.

Porém, precisamos levar em consideração o relógio biológico de cada pessoa. É comum que as mulheres passem por um momento de infertilidade transitória antes de o corpo voltar ao normal após meses ou anos de uso de métodos anticoncepcionais ininterruptos.

Além disso, a dificuldade em engravidar pode estar relacionada a algum problema de infertilidade que não está relacionada ao uso de anticoncepcionais. Nesse caso, o casal deve ir a um médico especializado para investigar o que está acontecendo.

Agora que você já sabe que os anticoncepcionais orais não causam infertilidade, que tal compartilhar essa informação nas suas redes sociais? Assim, ninguém vai acreditar mais nesse mito!

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