Agende sua consulta

Endometriose: veja quais são as possíveis consequências da doença

A endometriose é uma doença que pode se manifestar de diferentes formas. Algumas mulheres experimentam mudanças significativas na vida conforme o agravamento do quadro, com prejuízos no bem-estar físico e emocional, além de consequências adversas em várias esferas do cotidiano — desempenho das atividades habituais, vida sexual, planos de gravidez etc.

Por outro lado, embora seja conhecida por sua sintomatologia intensa, a endometriose se desenvolve de forma assintomática em algumas portadoras. Assim, a mulher talvez nunca chegue ao diagnóstico da doença ou, em outros casos, pode descobrir sua condição somente em situações específicas, como as tentativas infrutíferas de gravidez.

Neste post, vamos abordar quais são as possíveis consequências da endometriose na vida da mulher. Acompanhe para descobrir!

O que é endometriose e quais são os tipos da doença?

O útero é dividido em três camadas. A mais interna, que reveste a parede uterina, é chamada de endométrio. A cada ciclo menstrual, o tecido endometrial responde à ação dos hormônios reprodutivos — principalmente o estrogênio — e se torna mais espesso e vascularizado para receber um embrião. Se não houver fecundação, o endométrio descama e é expelido do corpo em forma de menstruação.

Na endometriose, existem implantes de tecido endometrial fora do útero (ectópico). Assim como ocorre no ambiente intrauterino, esse tecido é estimulado pela ação estrogênica e sangra durante o período menstrual, provocando inflamação nos órgãos afetados. Tubas uterinas, ovários, peritônio, bexiga e intestino estão entre as partes mais lesionadas.

Há três tipos de endometriose, classificados de acordo com os aspectos morfológicos do quadro, são eles:

  • endometriose superficial peritoneal — é a forma mais branda da doença. As lesões são encontradas no peritônio, mas não chegam a se infiltrar profundamente;
  • endometrioma (endometriose ovariana) — ocorre quando células de endométrio ectópico se implantam nos ovários, formando cistos que normalmente precisam de tratamento cirúrgico;
  • endometriose infiltrativa profunda — considerada a forma mais agressiva, a doença profunda apresenta tecido endometrial infiltrado por mais de 5 mm no peritônio, chegando a lesionar tubas uterinas, bexiga e intestino.

Quais são os sintomas e as consequências da endometriose?

Como dissemos no início do post, a endometriose pode ter apresentações clínicas diversas, indo desde casos assintomáticos até quadros de dor intensa e incapacitante. De modo geral, as principais queixas da portadora incluem os seguintes sintomas:

  • cólicas intensas antes e durante o período menstrual (dismenorreia);
  • dor pélvica que vai além dos dias de menstruação, tornando-se acíclica e crônica;
  • dor durante o ato sexual (dispareunia de profundidade);
  • alterações urinárias e intestinais durante o período menstrual;
  • dificuldade de engravidar.

Os sintomas podem causar impacto significativo no dia a dia da portadora, dependendo da gravidade. Além disso, existem possíveis consequências ainda mais amplas na vida da mulher, que envolvem comprometimento físico, social e emocional. Veja quais!

Dificuldade de executar atividades habituais

As mulheres que apresentam as manifestações sintomáticas mais graves de endometriose podem passar por dor intensa e incapacitante durante o período menstrual, dificultando o desempenho de atividades rotineiras — trabalho, lazer, afazeres de casa etc. O uso de analgésicos e anti-inflamatórios é necessário em alguns casos.

Déficits na vida sexual

Um dos sintomas da endometriose é a dispareunia de profundidade, isto é, dor durante as relações sexuais. O medo de sentir a dor pode reduzir a libido da mulher e tornar o ato sexual uma experiência aversiva. Com isso, os impactos da doença também podem ser sentidos na qualidade do relacionamento conjugal.

Prejuízos nos planos de gravidez

Endometriose e infertilidade estão associadas devido a vários mecanismos. A doença pode prejudicar a ovulação, a qualidade dos óvulos, a permeabilidade tubária e o ambiente uterino. Isso justifica o grande número de mulheres com endometriose que procuram os serviços de reprodução assistida para aumentar suas chances de gravidez.

Além da infertilidade, a endometriose aumenta o risco de gravidez ectópica. Caso um óvulo seja fertilizado e as tubas uterinas estejam obstruídas devido à formação de aderências, o embrião pode não conseguir se mover até o útero e iniciar a gestação tubária. Nessa situação, a gravidez não evolui, além de representar um grande risco para a saúde da mulher.

Danos emocionais

Em razão dos prejuízos gerais na qualidade de vida, mulheres com endometriose estão suscetíveis ao desenvolvimento de alterações emocionais, como ansiedade, depressão e até esquiva social. Por vezes, o acompanhamento ginecológico complementado pelo psicoterápico é indicado.

Como a endometriose é diagnosticada?

O diagnóstico de endometriose é obtido a partir de avaliação clínica, exame físico detalhado e ultrassonografia transvaginal. Na anamnese, o especialista coleta informações sobre os sintomas que a paciente apresenta. O exame de toque vaginal revela se há nódulos e massas na região pélvica.

A ultrassonografia especializada para endometriose pode demandar um leve preparo intestinal anterior ao exame. Em alguns casos, a investigação diagnóstica é complementada pela ressonância magnética.

Como reduzir os impactos da endometriose?

A fim de mitigar os sintomas da endometriose, a paciente pode realizar tratamento medicamentoso ou cirúrgico. Os fármacos indicados visam a redução da resposta inflamatória e o controle do sangramento menstrual, o que pode ser feito com anti-inflamatórios, analgésicos e medicações à base de progesterona — anticoncepcionais orais combinados, dispositivo intrauterino (DIU) hormonal, entre outros.

O tratamento cirúrgico é indicado quando a paciente apresenta muitas aderências e comprometimento funcional dos órgãos, a exemplo do intestino e da bexiga. O procedimento é feito por videolaparoscopia — técnica cirúrgica minimamente invasiva.

Mulheres que desejam engravidar são indicadas ao tratamento com reprodução assistida. Nesses casos, o casal passa por uma série de exames para avaliar as condições gerais de fertilidade feminina e masculina. O tratamento é personalizado conforme as características e necessidades do casal. Normalmente, a fertilização in vitro (FIV) é a técnica com melhores resultados para pacientes com infertilidade por endometriose.

Confira ainda mais informações em nosso texto institucional sobre endometriose!

Compartilhar:
Endometriose e infertilidade: é possível engravidar?
Deixe o seu comentário:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *