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Histeroscopia: veja quando é indicada

Para que a gravidez ocorra, o sistema reprodutor feminino deve funcionar perfeitamente. Por exemplo, todos os meses um óvulo deve ser liberado e capturado pelas tubas uterinas para que o encontro com o espermatozoide possa acontecer. O útero também precisa estar saudável e preparado para o embrião: nele ocorre a implantação (nidação) e desenvolvimento da gravidez.

Ainda que a demora em engravidar seja normal – para suspeitar do problema é preciso haver pelo menos um ano de tentativas sem o uso de preservativos –, vários fatores podem causar alterações no funcionamento adequado desse sistema, dificultando ou impedindo a concepção.

A histeroscopia é uma técnica que possibilita diagnóstico e tratamento de diferentes condições que causam infertilidade feminina. O nome histeroscopia quer dizer olhar dentro do útero. Continue a leitura e saiba quando ela é indicada.

O que é histeroscopia?

A histeroscopia é uma técnica ginecológica utilizada para diagnosticar e tratar diversas condições. Os procedimentos já foram realizados para a esterilização tubária, no entanto, com a evolução tecnológica, passou a ser utilizada para diagnóstico e tratamento de diversas condições uterinas. Pode ser feita para diagnóstico, procedimento conhecido como histeroscopia ambulatorial, e para tratamento, histeroscopia cirúrgica.

A histeroscopia ambulatorial geralmente é indicada para investigar possíveis doenças que afetam a cavidade uterina e o canal cervical (que liga o interior do útero à vagina).

O exame geralmente é realizado em ambiente laboratorial, sem que seja necessário o uso de anestesia na maioria dos casos. Boa parte dos problemas apontados pela histeroscopia ambulatorial ou diagnóstica pode ser tratada pela histeroscopia cirúrgica, o que em diversas situações pode ser realizado em um único procedimento.

Quando a histeroscopia é indicada?

A histeroscopia é particularmente indicada quando há suspeita de infertilidade, possibilitando a detecção de diversas causas que podem ocasionar o problema, embora proporcione diagnóstico e tratamento de outras condições, como se houver sangramento pós-parto com suspeita de material retido ou mesmo a cirurgia de esterilização feminina, procedimento que motivou o desenvolvimento da técnica. As principais indicações da histeroscopia incluem:

  • Suspeita de miomas uterinos;
  • Suspeita de pólipos endometriais;
  • Suspeita de sinequias uterinas (aderências);
  • Suspeita de alterações no endométrio;
  • Suspeita de alterações uterinas congênitas, como septos uterinos;
  • Sangramento uterino anormal;
  • Sangramento após a menopausa;
  • Sangramento pós-parto com suspeita de produtos retidos;
  • Se o resultado do exame papanicolaou for anormal;
  • Se houver suspeita de deslocamento do DIU (dispositivo intrauterino).

Como a histeroscopia funciona?

Minimamente invasiva, a histeroscopia utiliza um aparelho chamado histeroscópio para avaliar a cavidade uterina. Ele possui dimensões que variam entre 1,2 mm e 4 mm e é introduzido pela vagina com a paciente em posição ginecológica. É um tipo de endoscópio ótico, permitindo a iluminação ideal do espaço a ser investigado ou tratado, assim como possui uma minicâmera acoplada, que transmite imagens de alta resolução em tempo real para um monitor.

Assim, a histeroscopia possibilita uma visualização detalhada do colo uterino e interior do útero, investigando anormalidades em sua anatomia, congênitas ou provocadas por endometriose e miomas uterinos, além de determinar critérios como formato e espessura do endométrio, camada que reveste o útero internamente na qual o embrião se implanta para iniciar a gravidez: alterações podem resultar em falhas e abortamento.

Condições menos complicadas podem ser tratadas ainda durante o procedimento diagnóstico. Entre elas estão os pólipos endometriais, miomas submucosos (localizados no interior da cavidade uterina) e sinequias uterinas menores. O procedimento diagnóstico e tratamento, nesse caso, podem ser realizados em ambiente laboratorial, como clínicas ginecológicas ou de reprodução assistida, com a mulher apenas sob sedação ou com utilização de anestesia local.

Por outro lado, os casos mais complexos são realizados em ambiente cirúrgico, com a utilização de anestesia local ou geral, de acordo com cada caso. Algumas das indicações são:

  • Remoção de miomas submucosos grandes ou com componente intramural;
  • Remoção de sinequias uterinas mais espessas;
  • Remoção de pólipos endometriais múltiplos ou maiores;
  • Contenção de hemorragias uterinas que não responderam ao tratamento por medicação;
  • Correção de determinadas anormalidade uterinas.

Quando o objetivo é cirúrgico, os filamentos de fibra ótica são utilizados, ao mesmo tempo, para a condução de substâncias como o soro fisiológico, importante para a dilatação do útero e melhor visualização.

O histeroscópio também possui um compartimento em que ficam armazenados instrumentos cirúrgicos em miniatura, como pinças ou tesouras.

Após a correção do problema, a fertilidade geralmente é restaurada, proporcionando a gravidez em boa parte dos casos.

Histeroscopia na reprodução assistida

Assim como na gestação espontânea, diferentes condições podem provocar falhas nos tratamentos de reprodução assistida. A histeroscopia está entre os principais exames solicitados se houver falhas de fertilização in vitro (FIV).

A histeroscopia proporciona diagnóstico e tratamento, aumentando, dessa forma, as chances de sucesso da FIV. Por isso, um dos objetivos da técnica é o de melhorar os resultados reprodutivos das pacientes em tratamento, uma vez que ela detecta e corrige os problemas antes de o embrião ser transferido para o útero.

Saiba detalhadamente como a histeroscopia cirúrgica funciona tocando aqui

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