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Hormônio antimülleriano: o que é e quando realizar o teste?

O hormônio antimülleriano é um marcador da reserva ovariana, usado para estimar a resposta ovariana da paciente e predizer sua fertilidade. A reserva ovariana é a quantidade de óvulos que a mulher tem para liberar durante os ciclos menstruais, portanto está relacionada com a idade da mulher.

Esse marcador também é importante em técnicas de reprodução assistida para calcular a dose das medicações a serem utilizadas na estimulação ovariana.

A mulher, ao nascer, tem uma quantidade determinada de gametas, os óvulos, que se esgotarão em determinado momento durante a vida, mais comumente entre os 40 e os 50 anos.

No entanto, a partir dos 35 anos de idade, mesmo que não tenha doenças que prejudiquem a fertilidade e tenha ciclos menstruais regulares, ela tem naturalmente uma redução da qualidade e da quantidade dos óvulos, tornando-se mais difícil engravidar.

Para avaliar a reserva ovariana, há um exame importante, que oferece dados a respeito da quantidade de óvulos disponíveis nos ovários: o hormônio antimülleriano, produzido nas células da granulosa dos folículos ovarianos em crescimento.

Continue a leitura e conheça em detalhes esse exame fundamental para avaliar a fertilidade feminina.

Como é feito o exame do hormônio antimülleriano?

O hormônio antimülleriano é uma substância produzida pelas células da granulosa, presentes nos folículos ovarianos da mulher. Responsável por controlar o desenvolvimento dos folículos, a sua dosagem é feita por meio de um exame de sangue, que pode ser realizado a qualquer momento do ciclo menstrual.

O exame não é indicado para todos os casais em técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV). Cada caso deve ser avaliado individualmente.

Veja alguns casos para os quais este exame pode ser indicado:

  • Na avaliação de infertilidade, principalmente para mulheres acima de 37 anos;
  • Havendo histórico familiar de menopausa precoce;
  • Para a realização de estimulação ovariana em tratamentos de reprodução assistida.

O que o resultado do exame pode indicar?

O hormônio antimülleriano indica a reserva ovariana da mulher. Quanto mais alta for a dosagem, melhor será a reserva ovariana, uma vez que isso indica um número maior de folículos.

Se os resultados forem abaixo de 1.0, considera-se que a mulher tem uma baixa reserva ovariana. O exame não deve ser feito se a mulher utiliza contraceptivo hormonal oral, pois os resultados serão alterados.

A dosagem desse hormônio pode ser feita em qualquer fase do ciclo menstrual e não sofre interferência de outros hormônios.

Uma reserva ovariana baixa significa que a mulher não pode engravidar?

A baixa reserva ovariana indica que a mulher tem uma quantidade reduzida de folículos, o que pode levar à dificuldade de engravidar, entretanto, é possível conseguir a gestação natural mesmo tendo uma baixa reserva ovariana.

O exame é importante para auxiliar no tratamento da infertilidade. Isso aumenta as chances de sucesso da reprodução assistida, sendo uma ferramenta para se atingir o objetivo de engravidar.

Quando realizar o exame antimülleriano?

O exame deve ser realizado para avaliar a reserva ovariana da mulher que está tentando engravidar e ainda não conseguiu, para pacientes que querem planejar o seu futuro reprodutivo ou ainda para pacientes com história familiar de falência ovariana precoce, submetidos a tratamento de químio ou radioterapia, cirurgias ginecológicas. A idade da mulher é o principal fator para indicação do exame.

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