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Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)

A prevalência de Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é de 10% da população geral de mulheres em idade reprodutiva. Aproximadamente 30% dos fatores de infertilidade em mulheres são as dificuldades de ovulação (anovulação); a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é a principal causa de anovulação (mais de 80% dos casos de anovulação).

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma doença que se caracteriza por um desequilíbrio hormonal, que propicia a formação de microcistos nos ovários e afeta o processo de ovulação em mulheres em idade reprodutiva, causando a falta ou dificuldade de ovulação (anovulação), irregularidades menstruais e infertilidade.

As possíveis causas da SOP, como acontece com muitas doenças do sistema reprodutor, não são bem conhecidas, mas pesquisas sugerem que ela tenha um aspecto genético, uma vez que existem muitos casos da doença em filhas de mães que também tiveram a SOP, assim como influência ambiental ou da qualidade de vida, já que mulheres com SOP e sobrepeso/ obesidade apresentam melhora significativa dos sintomas ao perderem peso.

O fato é que existe um desequilíbrio hormonal e esse desequilíbrio aumenta a produção de testosterona, hormônio masculino que está presente em baixos níveis no corpo feminino, e pode provocar o surgimento de características como oleosidade em pele e cabelos, acne, aparecimento de pelos em regiões como face, periareolares, que são sintomas da SOP.

Sabemos ainda que a SOP está relacionada à resistência à insulina, portanto pode haver uma produção elevada da insulina no organismo, fato que dificulta a perda de peso, que pode causar tendência a diabetes e também relaciona-se com maior dificuldade da ovulação.

A SOP pode gerar graves problemas à mulher, como a infertilidade. Procure sempre um médico quando perceber alguma alteração em seu corpo.

Sintomas

Alguns sintomas da SOP são parecidos com os de outras doenças, mas há alguns que são mais característicos, como o surgimento de traços masculinos. Os sintomas são:

  • Irregularidade e atraso da menstruação;
  • Dificuldade de engravidar;
  • Excesso de peso;
  • Queda de cabelo;
  • Características masculinas, como hirsutismo, que é o crescimento de pelos no rosto, mamas e abdômen, e o aparecimento de acne.

A SOP, quando não tratada adequadamente, pode a longo prazo aumentar os riscos do aparecimento de outras doenças, como as cardiovasculares, câncer do endométrio e diabetes.

Exames

O médico, antes de solicitar qualquer exame de imagem ou laboratorial, avalia o histórico da paciente, faz o exame físico e verifica se há traços masculinos no corpo da mulher, que já podem indicar a presença da SOP. Nos casos em que o exame físico e a análise do histórico da paciente não são suficientes para fechar o diagnóstico de SOP, o médico pode solicitar uma série de outros exames. Os principais são:

  • Ultrassonografia pélvica/ transvaginal;
  • Exame de sangue para avaliar os níveis dos hormônios FSH, LH, Estradiol, TSH, SDHEA, Testosterona total e livre, 17-OH progesterona;
  • Hemoglobina glicada e glicemia de jejum.

Diagnóstico

O diagnóstico de SOP é feito com base no histórico da paciente, do seu exame físico e com alguns exames solicitados. Os dados fornecidos por esses exames são importantes porque eliminam a possibilidade de outros tipos de doenças, tornando o tratamento mais eficaz.

A ultrassonografia transvaginal pode identificar o aumento do volume ovariano e o surgimento de múltiplos pequenos cistos, também chamados de microcistos.

A dosagem da testosterona pode indicar a elevação dos níveis do hormônio masculino, o que também é um dado que nos ajuda no diagnóstico de SOP.

Os exames de sangue que avaliam os hormônios femininos, assim como a curva de insulina, podem indicar uma série de alterações que são comuns em pacientes com SOP. O médico analisa cada caso, de acordo com os resultados dos exames.

Atualmente utilizamos critérios bem estabelecidos para fazer o diagnóstico da SOP. A paciente deve apresentar ao menos duas das três características abaixo:

  1. Atrasos menstruais ou falta de ovulação;
  2. Sinais clínicos e/ou laboratoriais de elevação dos hormônios masculinos, excluindo outras origens desses achados;
  3. Ovários policísticos caracterizados pelo ultrassom, ou seja, presença de pelo menos um dos seguintes achados: 12 ou mais folículos medindo entre 2 mm e 9 mm de diâmetro ou volume ovariano aumentado (>10 cm3).

Prevenção

Obesidade com consequentes elevações dos índices de glicemia, hipertensão arterial e taxa elevada de colesterol são fatores que podem piorar o quadro, portanto a prática de exercícios físicos e a alimentação saudável são as duas formas mais eficazes de prevenir os efeitos da SOP.

Tratamento

De modo geral, a SOP pode ser tratada com medicamentos, cuja prescrição pode variar conforme os sintomas e se a mulher tem o desejo de engravidar. Os procedimentos cirúrgicos podem causar problemas e são invasivos, portanto não são indicados.

Os anticoncepcionais orais têm uma ação que regula os hormônios e o ciclo menstrual, diminuindo o tamanho dos ovários e o surgimento de microcistos. Alguns deles também têm uma ação antiandrogênica, que reduz as características masculinas, como o hirsutismo e a acne.

A SOP tem relação com a resistência à insulina, portanto algumas pacientes podem ser tratadas com medicamentos que combatem o aumento da resistência à insulina, como as metforminas.

O tratamento da SOP também pode se beneficiar de mudanças nos hábitos de vida. Uma alimentação saudável e a prática regular de exercícios físicos tornam o tratamento mais eficaz e rápido.

Nas mulheres que desejam engravidar, além das medidas gerais de perda de peso, atividade física, alimentação mais adequada, devemos indicar indutores de ovulação, que podem ser usados por via oral (citrato de clomifeno ou inibidores de aromatase) ou por via subcutânea (gonadotrofinas). Costumamos indicar o controle ultrassonográfico da ovulação para termos maior assertividade no momento de indicar a relação sexual para o casal.

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