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Nidação: o que isso significa e como pode dar errado?

Nidação: o que isso significa e como pode dar errado?

Uma gravidez é um processo muito complexo, que envolve diversas mudanças físicas e hormonais no corpo da mulher. Os nove meses que duram uma gestação são divididos em diversas fases, que vão desde a implantação até o parto. Uma dessas fases é a nidação, que consiste na implantação (também chamada fixação) do embrião no útero, mais especificamente no endométrio.

Hoje vou falar sobre a nidação e sua importância para a fertilidade do casal. Se não houver nidação, não há gravidez.

Continue a leitura para entender melhor.

O que é nidação?

Nidação é o nome dado ao processo de fixação ou implantação do embrião no endométrio, tecido que reveste a parede interna do útero. O zigoto, que é a célula resultante da fecundação do óvulo pelo espermatozoide, começa a migrar das tubas uterinas para o endométrio, onde vai fixar-se e começar a se desenvolver para formar o bebê durante os nove meses de gestação.

Durante o deslocamento do zigoto pela tuba uterina, ele começa o processo de divisão celular, quando passa a ser chamado de embrião. Ao chegar ao útero, o processo de divisão celular já está avançado, e o embrião está entrando em sua fase de blastocisto.

A nidação é um processo que acontece em toda gravidez, independentemente de ser alcançada pelos métodos tradicionais ou por meio de reprodução assistida. Para que ela aconteça de forma bem-sucedida, é fundamental que haja uma boa receptividade endometrial e uma boa qualidade embrionária.

Quando acontece a nidação?

A nidação pode acontecer entre 5 e 10 dias após a fecundação do óvulo. Nos casos de reprodução assistida, utilizando técnicas como FIV, recomenda-se a transferência embrionária entre o 3º e 6º dias de desenvolvimento embrionário, quando há condições mais favoráveis para que a implantação aconteça.

Geralmente é neste período que aparecem os sintomas da nidação. Porém, enquanto algumas mulheres não apresentam nenhum sintoma, outras podem vir a tê-los algum tempo depois.

Sintomas da Nidação

Algumas mulheres descobrem ou ao menos desconfiam que estão grávidas graças aos sintomas comuns dessa fase da nidação. Ao mesmo tempo, outras podem confundir esse processo com a menstruação, já que os principais sintomas estão relacionados a sangramentos e cólicas.

A mulher pode sentir pequenas pontadas e leves dores abdominais, muito semelhantes às cólicas menstruais. Outro sintoma comum é o sangramento, que não chega à intensidade do fluxo de uma menstruação e geralmente é amarronzado ou rosado. Além disso, ele não dura mais do que três dias.

Leves tonturas, prisão de ventre, aumento da temperatura corporal e outros sintomas também podem se apresentar durante esse período, mas é importante reforçar que há mulheres que passam pela nidação sem nenhum sintoma.

Qual a importância da nidação para a fertilidade?

A nidação é um processo que necessariamente precisa acontecer para que a gravidez e o embrião possam se desenvolver. Porém, nessa fase pode acontecer a perda ovular, tanto nos processos naturais quanto na reprodução assistida. Isso significa que o óvulo fecundado não consegue se fixar no endométrio ou é eliminado antes mesmo de chegar ao útero. Sendo assim, não há gravidez.

O que pode prejudicar a nidação?

Diversos fatores, além da qualidade embrionária, podem afetar o processo de nidação. O principal deles é a receptividade endometrial, fundamental para que a implantação do embrião aconteça. Nem sempre o endométrio está receptivo ao embrião e essa condição pode inviabilizar a gravidez. O melhor momento para a implantação é chamado de janela de implantação, que ocorre entre o 19º e 21º dias de um ciclo menstrual regular. Um teste que pode auxiliar os especialistas em reprodução humana a identificar a janela de implantação é o ERA (teste de receptividade endometrial).

A inadequada receptividade uterina pode acontecer por:

  • distúrbios hormonais, uma vez que todo o preparo endometrial, tanto naturalmente como na reprodução assistida, é feito por hormônios;
  • problemas no endométrio, como pouca espessura endometrial;
  • doenças, como miomas, pólipos endometriais, cicatrizes e até mesmo malformação no útero.

Como aumentar as chances de nidação?

Existem algumas maneiras de aumentar as chances de sucesso da nidação, como a utilização de vitaminas e minerais específicos, mas é fundamental conversar com seu médico antes de tomar qualquer decisão e fazer alterações em sua alimentação. Além disso, muitas vezes as vitaminas não serão suficientes, e somente um especialista poderá orientá-la para aumentar suas chances de nidação e, consequentemente, de uma gravidez.

Se considera este conteúdo útil, leia também o texto que preparei sobre endometriose, doença relacionada ao endométrio que pode causar infertilidade.

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