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O que é reserva ovariana e qual sua relação com a fertilidade?

O que é reserva ovariana e qual sua relação com a fertilidade?

É de conhecimento geral que, com o passar dos anos, as mulheres diminuem sua fertilidade, mas pouca gente sabe por que isso acontece. A razão é que toda mulher já nasce com a sua reserva ovariana formada, ou seja, um número determinado de folículos, ou óvulos, e o corpo não consegue produzir outros ao longo da vida.

A cada ciclo menstrual, mesmo quando não há sangramento, parte dos óvulos são perdidos, até que um dia eles se esgotam e a mulher se torna infértil. É neste momento que acontece a menopausa, a última menstruação da vida.

Após a menopausa a mulher não consegue mais engravidar, e algum tempo antes de isso acontecer as chances de gravidez já passam a ser muito menores. Isso acontece porque a reserva ovariana sofre uma queda, que se acelera muito após os 35 anos, e é ela que determina a condição de fertilidade de uma mulher. Entenda melhor com as informações a seguir.

O que é reserva ovariana?

A reserva ovariana é a quantidade total de óvulos com os quais uma mulher nasce. Mas o que realmente acontece é que a mulher nasce com dois milhões de folículos, ou folículos antrais. São eles que guardam os óvulos e, a cada ciclo menstrual, determinada quantidade de folículos começa a se desenvolver.

Apenas um deles vai alcançar seu objetivo e liberar um óvulo, enquanto todos os outros daquele ciclo serão perdidos. Ou seja, a maior parte da reserva ovariana não consegue se transformar em um óvulo maduro.

Perto do quinto mês de gestação, as meninas que ainda estão na barriga da mãe possuem uma reserva ovariana com cerca de 6 milhões de folículos. Ao nascer, elas já perderam grande parte dessa reserva, ou seja, cada mulher nasce com cerca de 2 milhão de folículos antrais.

A cada ciclo menstrual, com folículos e possíveis óvulos sendo perdidos, a reserva ovariana vai diminuindo até se esgotar. Após os 35 anos, ela já está muito perto de seu fim, e por isso a infertilidade pode surgir depois desse período.

Em paralelo à diminuição da reserva de óvulos acontece uma piora da qualidade dos óvulos que as mulheres conseguem ovular, quer seja naturalmente, quer seja utilizando-se de técnicas de reprodução assistida.

Como é feita a análise da reserva ovariana?

A análise de reserva ovariana é feita para avaliar indiretamente a quantidade aproximada de óvulos que a mulher ainda tem e assim a capacidade que ela tem de responder a uma estimulação da ovulação. Existem algumas maneiras de realizar a análise da reserva ovariana, por meio de diferentes exames.

HAM – hormônio antimülleriano

Um dos principais exames que pode analisar a reserva ovariana é a análise do hormônio antimülleriano, que é produzido pelas células foliculares, também conhecidas como células da granulosa, que estão presentes nos folículos ovarianos. Isso significa que quanto maior o número de folículos ovarianos maior o nível de HAM.

A análise é feita por meio de um exame de sangue que pode ser realizado a qualquer momento durante o ciclo menstrual. Consideramos um HAM baixo quando ele se apresenta com valores abaixo de 1,0ng/ml e, com esses valores, consideramos a mulher portadora de baixa reserva ovariana.

CFA – Contagem de Folículos Antrais

A contagem de folículos antrais (CFA) é feita por meio de um ultrassom transvaginal que deve ser realizado nos 3 primeiros dias do ciclo menstrual. É feita a contagem do número de folículos antrais que possuem entre 2 e 10 mm de diâmetro. Se o resultado for menor que 10, há suspeitas de baixa reserva ovariana.

Qual a relação entre a reserva ovariana e as técnicas de reprodução assistida?

O HAM e a CFA baixas não são por si só marcadores de infertilidade. Mulheres com baixa reserva ovariana também conseguem engravidar naturalmente, mas se não engravidarem terão maiores dificuldades de engravidar, mesmo utilizando-se de técnicas de reprodução assistida. Mulheres com infertilidade que por qualquer motivo apresentam uma baixa reserva ovariana podem ter dificuldades para engravidar mesmo com a FIV. Isso acontece pois os dois principais fatores que determinam os resultados positivos de uma FIV são a idade (quanto maior a idade, piores os resultados) e o número de óvulos obtidos numa FIV (quanto menor o número de óvulos, piores os resultados).

Mulheres com baixa reserva ovariana têm chances elevadas de terem menos óvulos (até 3 óvulos) durante sua FIV e isso impacta negativamente nos resultados de seu ciclo de tratamento.

Porém, para que as técnicas de reprodução assistida sejam realmente eficientes, é preciso que a mulher ainda tenha folículos saudáveis, e por isso, quanto mais cedo for diagnosticado o fator da infertilidade e quanto mais cedo acontecer o tratamento, melhores serão os resultados.

O que fazer em casos de baixa reserva ovariana?

No caso daquelas mulheres que desejam postergar a gravidez, é imprescindível fazer uma boa avaliação da reserva ovariana, para discutir com seu médico as melhores estratégias e considerar o congelamento de óvulos o mais precocemente possível.

Casais inférteis nos quais a mulher apresenta baixa reserva também têm chances de gravidez com a FIV, mas devem ser orientados das potenciais dificuldades que terão e devem traçar com seu médico uma estratégia eficiente do ponto de vista médico e psicológico para maximizar seus resultados (uso de medicações e protocolos individualizados para a indução da ovulação, além de o casal saber que podem ser necessários mais tratamentos que um casal no qual a mulher tivesse uma melhor reserva e, portanto, melhor resposta ovariana precisaria).

Em situações mais extremas de perda de reserva ovariana e piora da qualidade dos óvulos, podemos optar por um tratamento utilizando-se óvulos doados.

A reserva ovariana é fundamental para a fertilidade feminina e, por isso, este é um assunto que merece a devida atenção. Se este post pode ser útil para outras mulheres, compartilhe-o em suas redes sociais!

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