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O que são pólipos endometriais?

O útero é um dos órgãos mais importantes do sistema reprodutor feminino. É nele que o feto se desenvolve durante o período da gestação. Afecções diferentes podem afetar o útero em menor ou maior grau. Algumas dessas afecções podem ter como consequência a infertilidade ou inviabilização da gravidez. Os pólipos endometriais são exemplos dessas afecções.

Devido à sua natureza e localização, os pólipos podem, por vezes, dificultar uma possível gestação. Os pólipos endometriais não devem, no entanto, ser confundidos com os miomas, tumores benignos que se desenvolvem durante a idade reprodutiva da mulher.

Já os pólipos endometriais são estruturas que de tecido desenvolvidas a partir do tecido endometrial, que é a camada mais interna do útero que reveste sua parede, na qual o embrião se implanta (nidação) para que a gravidez tenha início.

As células do endométrio podem crescer de forma anormal, formando pólipos que podem ter tamanhos variados, indo de poucos milímetros a alguns centímetros. Eles se ligam ao endométrio de modo direto ou por meio de uma fina estrutura que recebe o nome de pedículo.

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Características dos pólipos endometriais e possíveis consequências

Os pólipos endometriais surgem nas áreas de crescimento excessivo do endométrio, e as causas exatas de sua formação ainda não são conhecidas. O sintoma mais comum para a presença dos pólipos é o sangramento uterino excessivo.

Ele pode ocorrer tanto durante o período menstrual como em forma de hemorragias ou perdas pequenas de sangue durante as relações sexuais.

Seu surgimento é raro antes da puberdade, e costumam aparecer com maior frequência em mulheres de idade mais avançada, embora também possam aparecer em mulheres em período reprodutivo. Evidências sugerem que os pólipos podem surgir como resultado de lesões provocadas por traumas no tecido endometrial.

Eles também podem aparecer devido a fatores genéticos ou alterações hormonais. São, em sua maioria, benignos, embora em raros casos possam apresentar malignidade.

Gravidez e pólipos

Pólipos podem interferir na gravidez de diversas formas. Sua presença pode dificultar a concepção, uma vez que eles podem fazer com que o embrião tenha maior dificuldade em se implantar na parede uterina.

Eles também podem aumentar o risco de aborto. Durante a gravidez, há também o risco de aumento dos pólipos endometriais ou de sangramento vaginal. É comum que mulheres que tenham pólipos sejam submetidas a tratamentos para sua remoção antes de engravidar.

Pólipos acima de dois centímetros podem causar problemas maiores durante a gravidez devido ao aumento do sangramento vaginal.

Exames

Para realizar o diagnóstico de pólipos endometriais, o médico solicita exames específicos, como a ultrassonografia transvaginal, exame de imagem que, por meio da emissão de ondas sonoras, torna possível mapear a região pélvica feminina, obtendo imagens precisas que permitem um diagnóstico avançado.

É um exame indolor que, no entanto, não é suficiente para diferenciar as lesões malignas das benignas. Para isso, é necessário colher amostras do tecido endometrial a fim de realizar uma análise histológica.

Tratamento dos pólipos endometriais

O tratamento cirúrgico dos pólipos endometriais é denominado polipectomia. Há casos nos quais os pólipos regridem espontaneamente após cerca de um ano, embora não seja possível prever esse comportamento.

A observação periódica realizada por meio da ultrassonografia vaginal pode ser uma forma de verificar o avanço ou regresso dos pólipos.

Há casos também em que o tratamento pode ser hormonal, com a administração de remédios que visam regular os hormônios no organismo feminino e induzir a diminuição do tamanho dos pólipos endometriais.

Quando os pólipos ocupam uma parte considerável do útero, podem impedir que os espermatozoides cheguem até as tubas uterinas para que a fecundação ocorra ou impedir a implantação do embrião na parede uterina.

Em caso de casais que desejam ter filhos, recomenda-se que os pólipos que oferecem risco de dificuldades de concepção sejam retirados antes de ser realizada a tentativa de engravidar, seja ela por meios naturais, seja por técnicas de reprodução assistida, como a FIV (fertilização in vitro).

Isso ocorre porque, dessa forma, aumentam-se as taxas de sucesso da implantação embrionária.

O médico pode indicar técnicas de reprodução assistida após realizar análises do quadro clínico do casal, principalmente como forma de agilizar o processo de concepção. Essas técnicas podem ser importantes pelo fato de terem acompanhamento médico, especialmente no caso da FIV.

Uma das etapas da FIV consiste na fecundação em laboratório. Para isso, são selecionados os melhores gametas. Os melhores embriões formados são escolhidos para a transferência ao útero.

O acompanhamento de cada etapa permite a realização de exames que avaliem a parede uterina após a remoção dos pólipos de modo a garantir maiores chances de implantação.

Os pólipos endometriais surgem no útero e devem ser tratados antes da tentativa de gravidez, como forma de evitar complicações da gestação.

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