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Como a inseminação intrauterina aumenta as chances de fecundação?

Como a inseminação intrauterina aumenta as chances de fecundação?

A inseminação intrauterina (IIU), também conhecida como inseminação artificial (IA), é uma das mais antigas técnicas de reprodução assistida.

É um procedimento considerado de baixa complexidade e principalmente indicado para casais com fator de infertilidade masculina leve ou em que há necessidade de utilizar sêmen de doador.

Quer saber mais sobre a IIU e como ela aumenta as chances de fecundação? Continue a leitura do artigo!

O que é a inseminação intrauterina?

A IIU é um dos tratamentos de reprodução assistida mais conhecidos no mundo. É um procedimento considerado de baixa complexidade que consiste em depositar espermatozoides diretamente dentro do útero durante o período fértil para aumentar as chances de a mulher engravidar.

A fecundação natural e a inseminação intrauterina

Embora na IIU a fecundação ocorra dentro do corpo feminino, existem algumas diferenças entre a fecundação natural pela relação sexual e a IIU.

Essas diferenças proporcionam uma elevação das chances de gravidez em determinados casos de infertilidade conjugal. Para entender como isso acontece, é importante conhecer o procedimento.

A primeira etapa da IIU é o acompanhamento da ovulação. Podemos acompanhar um ciclo ovulatório natural da paciente e realizar a inseminação no período periovulatório, o que pode ser estimado com ultrassonografias seriadas e/ou acompanhando-se o pico ovulatório do LH da paciente com dosagens hormonais ou mesmo fitas para testar esse pico ovulatório na urina.

No entanto, o mais eficaz é que a ovulação seja estimulada com medicações por via oral – citrato de clomifeno ou letrozole – ou por via injetável – FSHr ou hMG.

Esse acompanhamento da ovulação, tanto nos casos de ciclos naturais, quanto nos ciclos estimulados, é realizado com ultrassonografias transvaginais seriadas, normalmente realizadas nos 2o, 6o, 8o e 10o dias do ciclo menstrual.

A segunda etapa é a deflagração da ovulação. Quando os folículos estão com o tamanho adequado (aproximadamente 18 mm de diâmetro médio), é administrada uma medicação que mimetiza o pico endógeno do LH.

Essa medicação é o hCG, que depois de aplicada determina a eclosão dos folículos em aproximadamente de 36 a 40 horas após sua aplicação.

A terceira etapa é o preparo seminal. A amostra seminal pode ser obtida por masturbação ou adquirida em bancos de sêmen (temos bancos de sêmen nacionais e internacionais).

O preparo seminal deve ser realizado em laboratório de reprodução assistida, com o objetivo de capacitar os espermatozoides que serão na próxima etapa inseridos no interior da cavidade uterina.

A quarta etapa é a inseminação em si. Preparado o sêmen, os espermatozoides são depositados no fundo do útero, a cerca de 2 cm da parede uterina e poucas horas antes da ovulação.

O procedimento é realizado com o auxílio de um cateter e dura aproximadamente 10 minutos.

O procedimento não causa dor e para a mulher funciona como se ela estivesse colhendo um exame preventivo.

Logo após o procedimento, a mulher é liberada e pode seguir com vida normal. Costumamos prescrever progesterona natural micronizada após a IIU até o dia do teste de gravidez.

Indicações

Apesar de muito conhecida, a IIU tem indicações bem restritas ao se tratar de casal infértil.

Ela é principalmente indicada quando a baixa qualidade e quantidade de espermatozoides pode inviabilizar a gravidez.

Quando o espermograma, principal exame para avaliar a qualidade e os aspectos do sêmen, revela que a concentração, a motilidade ou a morfologia dos espermatozoides estão fora dos padrões de normalidade preconizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas dentro de uma qualidade mínima, indicamos a IIU.

A técnica é eficaz nesses casos porque uma das etapas é coletar o sêmen e selecionar os espermatozoides de melhor qualidade para serem introduzidos diretamente no útero da mulher.

Para que a IIU possa ter um bom índice de sucesso, o homem precisa ter mais de 5 milhões de espermatozoides móveis progressivos para cada ml de sêmen; a motilidade precisa estar acima dos 40%; e a morfologia, segundo os critérios de Kruger, acima de 4%.

Caso o homem esteja fora desses padrões, o tratamento mais indicado é a FIV.

É importante enfatizar que devemos restringir essa indicação a casais nos quais a mulher tem menos de 35 anos e tubas uterinas pérvias e em boas condições anatômicas.

Taxas de sucesso da IIU

O sucesso é alcançado em cerca de 15% a 20% dos casos. Esses valores variam, naturalmente, conforme alguns fatores, como a idade da mulher.

A IIU pode ser feita mais de uma vez, mas o médico deve avaliar se o procedimento é realmente o mais adequado e se não é mais aconselhável o casal tentar outras técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV).

Em nosso serviço, costumamos indicar entre 3 e 6 tentativas de IIU e, em casos negativos, prosseguimos com a FIV.

Quer conhecer outras técnicas de reprodução assistida? Leia sobre FIV e a relação sexual programada.

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