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Comunicado • COVID-19

Sua segurança é fundamental

Acompanhando a evolução das medidas preventivas necessárias para combatermos o alastramento do COVID-19, também em linha com as recomendações das autoridades sanitárias, da ANS (Agência Nacional de Saúde), da Organização Mundial de Saúde (OMS) e das sociedades médicas, em especial da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) e da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE), e da SBRH (Sociedade Brasileira de Reprodução Humana), vislumbramos o seguinte cenário:

1) No momento não existem evidências dos riscos do COVID-19 para as grávidas e os fetos, seus embriões, para os óvulos ou espermatozoides; no entanto, ainda não temos comprovações da ausência de riscos;

2) Entendemos que, neste momento, nossa atitude e zelo pela saúde humana vai além dos tratamentos da medicina reprodutiva. Consideramos que atitudes drásticas, mesmo que afetem a individualidade, devem ser tomadas para o bem comum.

3) A possibilidade de reduzir a velocidade com que o vírus se alastra está em nossas mãos. Seguir exatamente o que é orientado pelas autoridades de saúde é nosso dever como cidadãos.

4) Além dos cuidados com a saúde e higiene, o distanciamento social hoje se faz necessário como uma medida importante de prevenção.

Com isso, entendendo a seriedade da situação em nossa sociedade e zelando sempre pelo bem-estar e saúde de nossos colaboradores e pacientes e da sociedade como um todo, cancelaremos todos os tratamentos de reprodução assistida que se iniciariam nos próximos dias.

Conforme orientação das Sociedades Médicas, aos tratamentos de reprodução assistida já em andamento daremos continuidade, postergando apenas o momento da transferência por meio do congelamento de óvulos e embriões.

Nos casos de pacientes que precisarem de acompanhamento médico, mas que não estiverem em tratamento de reprodução assistida, faremos o acompanhamento e daremos todo o suporte necessário por meios digitais disponibilizados por nós e nos prepararemos JUNTOS para, assim que possível, reiniciarmos com força total!!!

Para aquelas que desejam iniciar o tratamento, recomendamos que aguardem o período de distanciamento social.

Pelo bem maior, sejamos todos responsáveis!

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Infecções genitais e infertilidade

Diversos micro-organismos podem colonizar a vagina sem causar nenhum tipo de sintoma ou consequência para a fertilidade. No entanto, os micro-organismos abaixo são especialmente importantes quando pensamos em infertilidade conjugal e por isso devemos estar atentos e pesquisá-los ativamente:

  • Chlamydia trachomatis;
  • Neisseria gonorrhoeae;
  • Ureaplasma urealyticum;
  • Mycoplasma hominis.

A infecção por clamídia é considerada a doença sexualmente transmissível (DST) com maior prevalência no mundo. Como essa infecção costuma ser assintomática, seus portadores demoram para procurar um médico e ter o diagnóstico, o que pode provocar problemas mais sérios à saúde da pessoa comprometida, assim como facilitar sua transmissão para outras pessoas

A infecção pela bactéria Chlamydia trachomatis costuma ser transmitida via contato sexual, portanto a única forma de prevenção é usar preservativo em todas as relações sexuais.

A infecção por Neisseria ghonorrhoeae também é sexualmente transmissível, bastante prevalente, e das bactérias aqui tratadas é a que causa sintomas mais intensos.

Quanto à ureaplasma e ao mycoplasma, essas bactérias nem sempre causam infecções e problemas clínicos, mas em algumas situações causam processos infecciosos que podem levar a endometrites, salpingites e assim causar infertilidade. Homens também costumam ser portadores assintomáticos e eventualmente apresentam uretrites.

Em linhas gerais, essas bactérias afetam homens e mulheres, mas de maneiras diferentes. No homem, a infecção pode desencadear uma série de outras doenças, como a epididimite (inflamação dos epidídimos) e a prostatite (inflamação da próstata). A presença dessas infecções pode alterar a capacidade dos espermatozoides, causando infertilidade. Nos homens, os quadros da doença são geralmente menos sérios que nas mulheres.

Na mulher, podem provocar cervicite (infecção no colo uterino), endometrite (infecção no endométrio) e doença inflamatória pélvica (DIP), já que se instala no útero, nas tubas uterinas e nos ovários. Se não tratada, pode causar danos a esses órgãos, por exemplo diminuindo a permeabilidade das tubas uterinas e impedindo que o embrião chegue ao endométrio, o que pode desencadear uma gravidez fora do útero, denominada ectópica. Essas infecções também aumentam o risco de aborto ou parto prematuro.

Tanto em homens quanto em mulheres a doença geralmente não apresenta sintomas e um parceiro pode transmitir ao outro.

Sintomas

A infecção por Chlamydia, em geral, não apresenta sintomas. Quando não tratada, essa infecção pode se tornar crônica, levando a sequelas, como aderências pélvicas, que podem diminuir a permeabilidade das tubas uterinas, levando à infertilidade por fator tubário.

Em alguns casos, a bactéria atinge os órgãos do trato genital superior, como útero e tubas, podendo provocar a doença inflamatória pélvica (DIP), manifestando dor abdominal, dor na relação sexual e corrimento com odor fétido.

Exames e diagnóstico

A Chlamydia pode ser detectada por PCR ou ELISA em amostra de urina, secreção uretral ou material endocervical. Embora não seja tão preciso, também é possível realizar sorologia, com detecção de anticorpos IgM e IgG no sangue.

Tratamento

O tratamento da Chlamydia é feito com antibióticos. As principais escolhas são doxiciclina ou azitromicina.

Uma recomendação importante é que a parceira ou o parceiro do portador da infecção seja também avaliado e tratado, uma vez que se trata de uma doença sexualmente transmissível e em muitos casos os sintomas não são claros.

Caso o tratamento não seja feito ou seja feito de forma equivocada, a infecção pode provocar problemas mais sérios de saúde, como prostatite, orquite, epididimite, DIP e levar à infertilidade.

 

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