Agende sua consulta

Cistos nos ovários: tipos, sintomas e tratamentos

Cistos nos ovários: tipos, sintomas e tratamentos

O aparelho reprodutor feminino é formado por diversos órgãos que precisam funcionar de forma adequada e em harmonia para que a mulher possa engravidar e levar a gestação a termo. É um sistema complexo, portanto está sujeito a diferentes tipos de alterações.

Uma dessas alterações são os cistos, que podem acometer os ovários e, em alguns casos, prejudicar a reserva folicular.

Quer saber mais sobre os cistos que podem se formar nos ovários e suas consequências? Leia nosso artigo!

O que são cistos?

Os cistos são estruturas que se desenvolvem em um órgão ou tecido e apresentam um conteúdo líquido ou espesso em seu interior. São, em sua grande maioria, benignos, embora alguns tipos de tumores malignos possam se parecer com um cisto. Alguns cistos, embora raros, também podem evoluir para câncer. Por isso, é fundamental que um médico avalie o caso e solicite exames para realizar a investigação.

Existem diversos tipos de cistos, muitos dos quais são considerados fisiológicos e não precisam ser tratados.

Tipos de cistos ovarianos e como eles se formam

O cisto ovariano mais comum é o funcional, que geralmente é dividido em dois tipos: folicular e lúteo. Outros tipos são: dermoide, hemorrágico, endometrioma e cistoadenoma.

Cistos funcionais

Durante um ciclo menstrual normal, um folículo cresce e se desenvolve. Em torno do 14o dia ele se rompe, liberando o óvulo de seu interior para ser fecundado. Após o rompimento, ele se transforma em uma estrutura chamada corpo lúteo, o qual permanece no ovário por alguns dias, caso a gestação não aconteça. Eventualmente, essas estruturas podem crescer além do normal ou persistirem por algum tempo, o que chamamos de cistos funcionais. Eles em geral não apresentam sintomas e são reabsorvidos pelo organismo, por esse motivo não precisam ser tratados.

Cisto dermoide

O cisto dermoide, também chamado de teratoma, é um tumor formado por tecidos embrionários. Surge espontaneamente em mulheres jovens e, em casos raros, pode sofrer transformação maligna.

Nesse cisto, podem ser encontrados pelos, sangue, fragmentos de osso, dentes, cartilagem, unhas, tecido da tireoide, entre outros.

Na maioria dos casos, é um tumor benigno e seu principal sintoma é a dor, uma vez que pode atingir grandes dimensões.

O tratamento é cirúrgico, na qual o tumor é retirado do ovário, e pode ser feito por videolaparoscopia.

Endometrioma ovariano

Os endometriomas são cistos ovarianos que se originam de células endometriais. São tumores benignos que podem estar presentes em mulheres portadoras de endometriose. Seu principal sintoma é a dor, que, em alguns casos, pode se tornar incapacitante.

O tratamento é feito por videolaparoscopia para retirada do endometrioma, apenas nos casos em que a paciente apresenta dor ou que ele atinja grandes dimensões, podendo prejudicar estruturas vizinhas.

A retirada do endometrioma pode diminuir a reserva folicular, por esse motivo é importante que antes da cirurgia seja feita uma avaliação da reserva ovariana. Se necessário, o congelamento de óvulos deve ser realizado antes da cirurgia para preservar a fertilidade.

Cistoadenoma

O cistoadenoma é um cisto que se origina do epitélio superficial do ovário e se divide em dois tipos:

  • Cistoadenoma seroso: apresentam tamanho que varia de 5 cm a 15 cm, em 20% dos casos podem se tornar malignos, não regridem sozinhos e em geral não causam sintomas. Seu tratamento é a retirada por videolaparoscopia, e, em mulheres que ainda não tiveram filho, é recomendada a preservação da fertilidade pelo congelamento de óvulos, antes da cirurgia.
  • Cistoadenoma mucinoso: apresentam maiores dimensões, podendo atingir até 50 cm de diâmetro. O conteúdo do cisto é mucoide e uma complicação associada a esse tipo de tumor é o pseudomixoma peritoneal, caracterizado pela secreção exagerada de material mucinoso na cavidade abdominal, levando ao acúmulo de líquido. O tratamento é cirúrgico e a extensão da cirurgia vai depender do tamanho do tumor, da idade da paciente e do desejo reprodutivo.

Gostou do artigo? Compartilhe nas redes sociais para que outras pessoas conheçam mais sobre o assunto!

Compartilhar:
Freeze-all: conheça a técnica
Deixe o seu comentário: