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Para quais doenças a fertilização in vitro é indicada?

Embora a fertilização in vitro (FIV) tenha sido desenvolvida inicialmente com o objetivo de tratar mulheres com doenças da tuba uterina que não conseguiam a fecundação de forma natural, a técnica continuou sendo aprimorada e teve suas indicações ampliadas para uma série de causas de infertilidade, tanto de origem feminina quanto masculina.

Para algumas condições, como infertilidade por fator tubário, a FIV é considerada o tratamento padrão-ouro. Em outros casos, ela também pode ser indicada, após o casal passar por investigação diagnóstica.

Continue lendo o texto e descubra em que situações a FIV é a melhor indicação.

Indicações da FIV

A FIV é uma técnica de reprodução assistida que permite a utilização de diversos recursos para aumentar as chances de gestação e superar problemas específicos, como falhas de fecundação ou implantação.

A FIV pode ser indicada para as seguintes condições:

Fator tubário (danos às tubas uterinas) / aderências pélvicas

Existem duas opções para tratar pacientes com dano tubário significativo e/ou aderências pélvicas. A primeira é a cirurgia, quando bem indicada, para que o casal tente a gravidez naturalmente. Em muitos casos, entretanto, a cirurgia não é uma boa opção, pois pode aumentar o risco de gravidez ectópica.

Nesses casos em que a opção cirúrgica não apresenta boa chance de sucesso, a melhor opção é a FIV. A fecundação é realizada em laboratório após a coleta de óvulos e espermatozoides, e os embriões formados são transferidos diretamente para o útero, não sendo necessárias as tubas uterinas.

Endometriose

A endometriose pode causar infertilidade. É importante avaliar a reserva ovariana em mulheres com a doença, assim como as condições das tubas uterinas e do útero por meio de exames específicos, como a ultrassonografia ou ressonância magnética e a histerossalpingografia.

O casal pode conseguir engravidar naturalmente mesmo a mulher tendo endometriose, mas em alguns casos pode ser necessária a realização da FIV. Nesses casos, o homem também deve ser avaliado, inicialmente pelo espermograma.

Infertilidade por fator masculino

Um dos avanços mais significativos no tratamento da infertilidade tem sido a capacidade de homens com distúrbios severos do sêmen conseguirem engravidar suas parceiras com o auxílio da reprodução assistida.

A FIV com injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI) permitiu que homens com baixa contagem e qualidade de espermatozoides pudessem ter filhos com seu próprio material biológico. A ICSI é indicada para casos de alterações seminais severas e para pacientes que realizarão biópsias embrionárias específicas.

Baixa reserva ovariana e infertilidade relacionada à idade

Durante o curso da vida reprodutiva da mulher, sua função ovariana (reserva ovariana) diminui. Quanto mais próxima à menopausa a mulher está, menor é a reserva ovariana.

A FIV é a técnica de reprodução assistida mais indicada nesse caso. A estimulação ovariana maximiza a produção de óvulos, aumentando as chances de fecundação e de obtenção de embriões.

Anovulação e síndrome dos ovários policísticos (SOP)

A maioria das pacientes com anovulação, que é a ausência da ovulação, e/ou SOP pode recorrer a técnicas de reprodução assistida. Dependendo do caso, pode-se indicar a relação sexual programada (RSP) com a estimulação ovariana, que geralmente proporciona a ovulação.

No entanto, após realizar alguns ciclos de RSP sem sucesso, a FIV será indicada. Cada caso deve ser avaliado individualmente.

Infertilidade sem causa aparente

Estima-se que 10% dos casais tenham infertilidade e a investigação não consiga identificar os fatores que a estão causando. Existem muitos recursos atualmente para superar esse problema, sendo a FIV uma das técnicas indicadas.

Muitas vezes, mesmo não estando claros os fatores de infertilidade, o casal consegue engravidar com as técnicas de reprodução assistida. Esse é outro caso que requer avaliação detalhada e individual.

Doenças genéticas / teste genético pré-implantacional

Casais que tenham histórico de doenças genéticas hereditárias podem recorrer à FIV para evitar a transmissão para seus filhos. O teste genético pré-implantacional (PGT) evoluiu com o desenvolvimento da tecnologia de sequenciamento de nova geração (NGS), sendo possível hoje analisar o DNA para identificar diversas doenças.

Se houver histórico de doença que afeta especificamente um sexo, relacionada ao cromossomo X ou Y, o casal pode também selecionar o sexo do bebê. Essa é a única condição que permite a escolha do sexo. Em todos os outros casos, essa prática é proibida no Brasil.

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